Os trabalhos previstos nesta fase complementar são os seguintes:

  • Descontaminação de solos e sedimentos contaminados nas áreas mineiras e zonas envolventes que deverão ser removidos, minimizando o reisco de lixiviação e contaminação dos níveis de água subjacentes. As intervenções contemplam a descontaminação nas linhas de água e respetivas margens, incluindo limpeza, desmatação, regularização dos acessos e decapagem. O destino final dos solos contaminados a remover será uma estrutura de confinamento próprio a construir na área mineira da Quinta do Bispo, que se encontra prevista na empreitada da fase 1 da intervenção (POSEUR-03-2317-FC-000013).
  • Descontaminação de águas de mina, que incluem águas subterrâneas, águas superficiais das antigas cortas ou exsurgências, que ainda são geradas nestas áreas mineiras nos sistemas de tratamento implementados, antes da sua descarga nas linhas de água. A descontaminação visa, essencialmente, a neutralização da acidez das águas e a remoção de urânio, rádio, sulfatos, manganês e outros metais pesados que se apresentam em menores concentrações nas águas de minas, e baseia-se num conjunto de processos fisico-químicos e biológicos que se desenvolvem nas várias fases dos tratamentos ativos e/ou passivos.
  • Assegurar o adequado controlo dos sistemas de tratamentos implementados, necessários para comprovar a eficiências das ações de remediação ambiental e o bom estado dos meios ambientais afetados. Prevê a realização de medições de radiometria de superfície, colheita de amostras e caracterização geoquímica e radiológica das mesmas, análises laboratoriais de parâmetros radiológicos e outros.

Esta operação pretende alcançar os seguintes objetivos:

  • Remoção de áreas contaminadas, com potenciais efeitos na qualidade das águas superficiais e subterrâneas;
  • Aumento da biodiversidade e da qualidade visual e ecológica da paisagem;
  • Estabelecimento de um coberto vegetal compatível com as condições naturais existentes e com as características ecológicas das diferentes zonas de intervenção;
  • Recuperação de habitats;
  • Descontaminação de águas de mina que atualmente ainda são geradas nas antigas áreas mineiras dos radioativos após conclusão das intervenções de remediação ambiental, antes da sua descarga nas linhas de água de jusante.

O investimento realizado será co-financiado pelo Fundo de Coesão e irá permitir resolver os passivos ambientais remanescentes das empreitadas de recuperação ambiental realizadas anteriormente nestas antigas áreas mineiras. Os resultados obtidos com esta operação perdurarão no tempo, tendo em consideração que foram aplicadas técnicas e medidas de descontaminação de solos e águas de mina eficazes e eficientes.

Entre os anos 1855 e 1966, foram retirados da área de São Domingos cerca de 25 Mt de minério, essencialmente piritoso, com teores médios de 45-48% em enxofre, 1,25% em cobre e 2-3% em zinco. A mina que empregou milhares de trabalhadores, foi considerada uma das maiores fontes de receita, contribuindo para o equilíbrio económico do concelho. Até à década de 1930, quando se desenvolveu a exploração moderna de volfrâmio na Panasqueira e de carvão na Bacia Duriense, a mina de São Domingos foi a maior exploração mineira portuguesa, ocupando diretamente sempre mais de um milhar de trabalhadores até perto do seu encerramento. Em seu redor, foi criada uma povoação destinada a suprir as necessidades do complexo.

O Período de Concessão da Mina de São Domingos durou de 1859 a 1984 e produziu minério entre 1863 e 1966, tendo sido revogada por publicação no Diário da República, nº 258, 3ª série, de 7/11/1984.

A exploração desta antiga área mineira envolvia as fases de extração, trituração, processamento e transporte do minério por via-férrea até ao Porto Fluvial do Pomarão numa extensão de cerca de 17 Km.

O Plano Diretor da Recuperação Ambiental da Antiga Área Mineira de São Domingos preconiza a realização de 6 fases de atuação, designadamente:

Fase 1 – Obras de Recuperação do Sistema de Canais de Recolha de Águas de Escorrência Superficial da Antiga Área Mineira de São Domingos – Margem Direita (concluída em 31/08/2020 com um investimento de 3.924.469,41 €);

Fase 2 – Obras de Recuperação do Sistema de Canais de Recolha de Águas de Escorrência Superficial da Antiga Área Mineira de São Domingos – Margem Esquerda (em curso);

Fase 3 – Concentração e Confinamento dos Resíduos Mineiros da Antiga Área Mineira de São Domingos;

Fase 4 – Sistema de Drenagem e Tratamento das Águas Ácidas da Antiga Área Mineira de São Domingos;

Fase 5 – Descontaminação do Vale da Ribeira de Mosteirão a Jusante da Antiga Área Mineira de São Domingos;

Fase 6 – Recuperação e Valorização Patrimonial e Turística da Antiga Área Mineira de São Domingos.

Esta empreitada integra a primeira fase dos trabalhos de recuperação ambiental da Antiga Área Mineira de São Domingos e tem como principal objetivo o aproveitamento da antiga rede artificial de canais existente, de escoamento de águas pluviais e de escorrência das zonas envolventes da margem direita da área mineira e da Barragem da Tapada Grande, visando a sua recolha, condução, interceção e desvio do leito contaminado da ribeira de São Domingos, garantindo o seu transporte para jusante do Açude da Portela de São Bento.

O investimento realizado é co-financiado pelo Fundo de Coesão e irá permitir uma redução potencial do volume gerado de águas ácidas em cerca de 84%, na medida em que estes canais vão assegurar descarga das águas limpas a jusante da zona mineira, evitando assim a sua percolação pelas escombreiras de resíduos mineiros e consequente contaminação.

Em 2019, iniciou-se a empreitada de recuperação ambiental desta antiga área mineira.

A solução de recuperação corresponde à concentração de todos os escombros e outros materiais na zona da corta, utilizando a depressão existente, que será devidamente impermeabilizada, com recurso a barreiras de impermeabilização naturais e artificiais, tanto no fundo e taludes como na selagem final.

Ao redor da corta devidamente modelada, foi instalado um sistema de drenagem para intersecção das águas pluviais drenadas das áreas exteriores e condução à linha de água e reduzindo simultaneamente os riscos de erosão superficial.

Toda a área mineira foi devidamente modelada e recuperada ambientalmente, tal como a linha de água, de forma a promover a sua integração no ambiente natural envolvente.

Para além de estar projetado um sistema de controlo e monitorização ambiental, a intervenção concluiu-se com a beneficiação / criação de um acesso rodoviário na zona da corta, a integração paisagística de toda a área mineira e a sua vedação.

Esta solução de confinamento, para além de minimizar os principais riscos existentes, segue os princípios gerais preconizados para os aterros de resíduos, conforme Decreto-Lei nº 183/2009, de 10 de agosto.

O investimento realizado foi co-financiado pelo Fundo de Coesão e permitiu resolver os passivos ambientais resultantes da exploração mineira neste local, trazendo benefícios para as populações locais, através da melhoria das condições atuais e utilização das áreas recuperadas para outros usos.

Em Junho de 2009, realizou-se uma intervenção de segurança que teve como objetivo a reconstrução e aumento das vedações, aumentando-se a zona vedada, e consequentemente, a segurança do local.

A fase 1 da empreitada de recuperação ambiental iniciou-se em 2020 e tem como principais atividades a realização de trabalhos de demolição das lagoas de decantação e edifício de monitorização existentes e construção de bacia e célula para depósito de resíduos temporárias, condutas, drenagens, intervenções várias na lagoa de águas limpas e na corta (vedação, caminhos, drenagens, bombagem), limpeza e regularização de linha de água e solos contaminados, reativação da antiga ETAM e instalação de equipamentos de monitorização.

O investimento realizado é co-financiado pelo Fundo de Coesão e irá permitir resolver os passivos ambientais resultantes da exploração mineira neste local, trazendo benefícios para as populações locais, através da melhoria das condições atuais e utilização das áreas recuperadas para outros usos.

Esta área mineira foi objeto de uma intervenção de segurança em 2009, na qual foram retificadas e pintadas as vedações existentes que tinham sido vandalizadas.

Em 2019, será dado início à recuperação ambiental desta mina, em conjunto com as de Picoto e Canto do Lagar.

Os objetivos para esta área mineira passam por garantir:

  • A reposição da morfologia do local, através de modelação topográfica das escombreiras de estéreis e de minério pobre;
  • A obtenção de condições de segurança adequadas, dependentes de uma estabilidade geomecânica dos taludes e da eliminação da corta a céu aberto;
  • Um melhor controlo dos processos erosivos e a integração paisagística da área intervencionada, com a redução substancial dos impactes visuais atualmente verificados.

Este projeto cumpre, igualmente, com os requisitos hidroquímicos e radiológicos internacionalmente aceites, sendo objetivo pós-remediação, em relação aos primeiros, a obtenção dos valores estabelecidos na legislação nacional (Decreto Lei nº 236/98) e comunitária. No caso de U e 226Ra, na ausência de legislação específica, tomaram-se os limites consignados nos EUA e no Canadá para estes elementos. Relativamente aos requisitos radiológicos, toma-se como objetivos pós-remediação o valor de referência da radiometria do fundo local, próximo dos 250 c.p.s.. Estes valores asseguram com elevado nível de segurança uma dose máximo de 1 mSv/ano acima do fundo local (medido por cintilometria com equipamento SPP2).

O investimento realizado é co-financiado pelo Fundo de Coesão e irá permitir resolver os passivos ambientais resultantes da exploração mineira neste local, trazendo benefícios para as populações locais, através da melhoria das condições atuais e utilização das áreas recuperadas para outros usos.

Esta antiga área mineira foi objeto de duas intervenções de segurança, a primeira em 2009 que consistiu na selagem de duas galerias em flanco de encosta bem como do poço mestre, e a segunda em 2011 para colocação e reparação de vedações.

Em 2019, será dado início à recuperação ambiental desta mina, em conjunto com as de Ribeira do Bôco e Canto do Lagar.

Os objetivos para esta área mineira passam por garantir:

  • A remoção faseada das escombreiras e áreas de limpeza adjacentes e subjacentes para as cortas CA1 e CA2;
  • A cobertura do céu aberto CA1;
  • A modelação das áreas saneadas e recuperação paisagística;
  • A selagem e colocação de vedação nos poços e galerias.

Este projeto cumpre, igualmente, com os requisitos hidroquímicos e radiológicos internacionalmente aceites, sendo objetivo pós-remediação, em relação aos primeiros, a obtenção dos valores estabelecidos na legislação nacional (Decreto Lei nº 236/98) e comunitária. No caso de U e 226Ra, na ausência de legislação específica, tomaram-se os limites consignados nos EUA e no Canadá para estes elementos. Relativamente aos requisitos radiológicos, toma-se como objetivos pós-remediação o valor de referência da radiometria do fundo local, próximo dos 250 c.p.s.. Estes valores asseguram com elevado nível de segurança uma dose máximo de 1 mSv/ano acima do fundo local (medido por cintilometria com equipamento SPP2).

O investimento realizado é co-financiado pelo Fundo de Coesão e irá permitir resolver os passivos ambientais resultantes da exploração mineira neste local, trazendo benefícios para as populações locais, através da melhoria das condições atuais e utilização das áreas recuperadas para outros usos.

Esta antiga área mineira foi objeto de uma intervenção de segurança em 2009 que consistiu na implementação de vedação na zona da escombreira.

Em 2019, será dado início à empreitada de recuperação ambiental desta mina, em conjunto com as de Ribeira do Bôco e Picoto.

Os objetivos para esta área mineira passam por garantir:

  • A modelação topográfica das escombreiras de estéreis e de minério pobre;
  • As condições de segurança adequadas, dependentes de uma estabilidade geomecânica dos taludes e do correto controlo de assentamentos e a;
  • A integração paisagística da área intervencionada.

Este projeto cumpre, igualmente, com os requisitos hidroquímicos e radiológicos internacionalmente aceites, sendo objetivo pós-remediação, em relação aos primeiros, a obtenção dos valores estabelecidos na legislação nacional (Decreto Lei nº 236/98) e comunitária. No caso de U e 226Ra, na ausência de legislação específica, tomaram-se os limites consignados nos EUA e no Canadá para estes elementos. Relativamente aos requisitos radiológicos, toma-se como objetivos pós-remediação o valor de referência da radiometria do fundo local, próximo dos 250 c.p.s.. Estes valores asseguram com elevado nível de segurança uma dose máximo de 1 mSv/ano acima do fundo local (medido por cintilometria com equipamento SPP2).

O investimento realizado é co-financiado pelo Fundo de Coesão e irá permitir resolver os passivos ambientais resultantes da exploração mineira neste local, trazendo benefícios para as populações locais, através da melhoria das condições atuais e utilização das áreas recuperadas para outros usos.

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