Localização
Viseu (Distrito)
Investimento
4.036.899,15 €
2020

Recuperação Ambiental na Área Mineira da Quinta do Bispo – Fase 1

Em curso

A antiga área mineira de Quinta do Bispo está integrada numa extensa zona de pinhal, constituindo-se a sua envolvente numa zona relativamente isolada, sem grandes pressões demográficas. Localiza-se no concelho de Mangualde, distrito de Viseu.

O jazigo da Quinta do Bispo foi descoberto em 1957. A exploração desenvolveu-se entre 1979 e 1989 (10 anos) e extraíram-se 461.079 ton de minérios com teor médio de 910 ppm de U3O8, que produziram 419.119 Kg de U3O8, na OTQ da Urgeiriça, por lixiviação clássica e cerca de 130 ton por lixiviação estática dos minérios introduzidos na corta do céu aberto.

De 1992 a 2000, os minérios de baixo teor foram transportados para o interior do céu aberto e aí tratados por lixiviação estática, com recurso a soluções aciduladas com pH próximo de 1. Os licores eram bombeados em dois poços, construídos por “ascensun”, seguindo depois para a concentraçâo em resinas de permuta iónica. O tratamento por lixiviação parou em 2000, ficando na escombreira cerca de 100.000 ton de minério pobre com teor médio de 0,05 % U3O8.

As mineralizações uraníferas, objeto de exploração, tinham como componentes maioritários a autunite e a torbernite.

Em Junho de 2009, realizou-se uma intervenção de segurança que teve como objetivo a reconstrução e aumento das vedações, aumentando-se a zona vedada, e consequentemente, a segurança do local.

A fase 1 da empreitada de recuperação ambiental iniciou-se em 2020 e tem como principais atividades a realização de trabalhos de demolição das lagoas de decantação e edifício de monitorização existentes e construção de bacia e célula para depósito de resíduos temporárias, condutas, drenagens, intervenções várias na lagoa de águas limpas e na corta (vedação, caminhos, drenagens, bombagem), limpeza e regularização de linha de água e solos contaminados, reativação da antiga ETAM e instalação de equipamentos de monitorização.

O investimento realizado é co-financiado pelo Fundo de Coesão e irá permitir resolver os passivos ambientais resultantes da exploração mineira neste local, trazendo benefícios para as populações locais, através da melhoria das condições atuais e utilização das áreas recuperadas para outros usos.