A área mineira de Maria Dónis situa-se num pequeno planalto, a cerca de 1 Km a NW da Vila de Aguiar da Beira, na bordadura da serra da Lapa, onde a cota média é da ordem de 800 metros. Em redor desta mina, a ocupação dos terrenos é constituída predominantemente por pinhais, não existindo aparentemente terrenos com culturas agrícolas. A exploração mineira em Maria Dónis decorreu nos anos de 1988 e 1989, onde foram abertos dois céus-abertos. O céu-aberto de menores dimensões, mais antigo, foi aterrado com material estéril proveniente do segundo, de maiores dimensões. Persiste no local uma corta a céu aberto, que corresponde à segunda zona que foi explorada. Esta corta encontra-se parcialmente inundada, com um volume de água estimado em cerca de 60 000 m3. Nesta área mineira é, ainda, possível identificar 6 (seis) escombreiras de minérios pobres, bem como alguns solos residuais espalhados, resultantes da exploração. A cobertura vegetal é composta essencialmente por vegetação rasteira, matos e arbustiva, podendo existir algumas árvores de maior porte.
A área mineira de Mestras situa-se numa encosta com declive suave para Sul, a cotas compreendidas entre 650 e 670 metros. Trata-se de uma área mineira que fica muito próxima da povoação de Gradiz, existindo, por essa razão, alguma pressão urbana sobre a zona. A ocupação dos solos nesta zona é essencialmente agrícola, através do cultivo de pomares, produtos hortícolas e vinhas. Para além destas atividades agrícolas, os campos são utilizados para o pastoreio de ovelha e de cabras. Os terrenos desenvolvem-se em socalcos, murados com pedra granítica arrumada à mão. No local existe uma escombreira de estéreis onde estão depositadas ainda cerca de 5 000 ton de materiais provenientes dos desmontes. Esta escombreira foi em tempos pilhada, tendo sido levados cerca de um terço do atual volume, para parte incerta.
A área mineira de Ervideira localiza-se a cerca de 1,2 Km a NW de Gradiz e a área desta mina corresponde aproximadamente à linha de cabeceira de um conjunto de pequenas linhas de água afluentes do rio Távora, situada a uma altitude média da ordem de 740 metros. A vegetação dominante nesta zona é constituída predominantemente por pinheiros e mato formado por giestas e tojos rasteiros, com exceção dos terrenos situados no lado este da M599, onde se encontram cultivados com árvores de fruto e outras culturas sazonais. Existe uma pequena escombreira resultante de uma fase de prospeção efetuada em 1955, que consistiram na abertura de um poço dentro da vala existente, onde foi atingida a profundidade de 15,5 metros, situado na zona considerada mais rica em minério.
As localidades mais próximas da área mineira de Senhora das Fontes são as povoações de Santa Eufémia a norte, Sorval a oeste, e Póvoa d’El Rei a sudoeste. As duas primeiras encontram-se situadas a cerca de 1 Km, enquanto a última se encontra a uma distância de cerca de 2,5 Km. Esta área apresenta características essencialmente rurais, encontrando-se densamente coberta por vegetação, constituída principalmente por carvalhos, pinheiros e arbustos rasteiros. Na zona envolvente da antiga mina, podem-se encontrar também áreas utilizadas para pastagens e para o cultivo de centeio. O antigo céu-aberto encontra-se selado do material contaminado através de uma geomembrana e a área envolvente renaturalizada. No entanto, verificaram-se escorregamentos das terras que cobrem a geomembrana de impermeabilização da célula de confinamento, colocando-a exposta às intempéries e à sua degradação mais célere. Esta ocorrência danificou, também, os sistemas de drenagem superficial instalados na célula. No que respeita à área que foi renaturalizada, apresenta zonas onde a vegetação não se conseguiu fixar perfeitamente, necessitando de um reforço de terras vegetais e nova sementeira. Na célula de confinamento existente, onde se deram alguns escorregamentos superficiais dos solos que protegem a célula, está prevista a execução de um maciço de enrocamento.