Esta obra de recuperação ambiental consistiu nas seguintes atividades principais:

  • Demolição e remoção de escombros de antigos edifícios e estruturas para a escombreira B;
  • Remoção de escombreiras e materiais provenientes de áreas de limpeza para a escombreira B (depósito local);
  • Trabalhos de drenagem e confinamento do depósito local;
  • Modelação e recuperação paisagística das áreas sujeitas a remoção de escombreiras e saneamentos;
  • Selagem e colocação de vedação nos poços, valas e galerias resultantes das actividades de exploração ou de prospecção mineira.

A empreitada foi adjudicada à MT3 – Engenharia e Obras, Lda. por 463.897,71 € e teve a duração de 180 dias.

O investimento realizado foi co-financiado pelo Programa Operacional da Valorização do Território no âmbito do QREN, permitindo resolver os passivos ambientais resultantes da exploração mineira neste local, trazendo benefícios para as populações locais, através da melhoria das condições atuais e utilização das áreas recuperadas para outros usos.

A intervenção nesta área mineira decorreu em duas fases, sendo que, numa primeira fase, entre janeiro de 2007 e abril de 2008, realizou-se o confinamento de todos os materiais de escombreira, mediante a sua remoção e deposição compactada na corta. A segunda fase da intervenção deu início em 3 de junho de 2008, tendo-se realizado o revestimento e drenagem da escombreira e a sua integração paisagística. Os trabalhos realizados compreenderam as seguintes atividades principais:

  • Escavação do minério pobre e colocação em aterro, onde se inclui a remoção, transporte e deposição com compactação na corta a céu-aberto da escombreira de minérios pobres, segundo uma sequência definida pela radioatividade dos materiais;
  • Escavação do material remanescente e colocação em aterro, que inclui a remoção, o transporte e a deposição com compactação na corta a céu-aberto do material remanescente, com níveis de radioatividade inferiores;
  • Revestimento, drenagem, estrada de acesso e recuperação paisagística, que engloba a execução do sistema final de cobertura, a instalação de rede de drenagem, a instalação de piezómetros de monitorização, a execução de estrada de acesso e os trabalhos de revegetação.

Esta obra foi adjudicada ao consórcio Tecnovia – Sociedade de Empreitadas, S.A. / LTO – Lavouras e Terraplenagens do Oeste, Lda. pelo valor de 2.107.626,55 € e teve a duração de 300 dias.

O investimento realizado foi co-financiado pelo Programa Operacional do Ambiente no âmbito do III Quadro Comunitário de Apoio, tendo permitido eliminar a instabilidade geotécnica dos taludes da escombreira, assim como os impactes visuais desta decorrentes, tratar adequadamente as drenagens superficiais ácidas que se verificavam e aumentar as condições de segurança para a circulação de pessoas e animais.

As atuações no couto mineiro da Urgeiriça foram faseadas de acordo o Plano Diretor de Remediação Ambiental da Área Mineira da Urgeiriça, estabelecido no “Estudo Diretor de Áreas de Minérios Radioactivos – 2ª Fase” (EXMIN, 2002/2003).

Destacam-se, a seguir, as intervenções e atividades mais relevantes:

OBRAS DE ESTABILIZAÇÃO DE TALUDES, SELAGEM E DRENAGEM DO ATERRO DE REJEITADOS – TRABALHOS PREPARATÓRIOS (2005)

  • Implantação de vedação em todo o contorno da área de intervenção;
  • Limpeza, beneficiação/reconstituição do sistema de valas pluviais periféricas;
  • Decantação e adução de águas de escorrência para o Setor da Barragem Nova;
  • Execução de portões de acesso para viaturas pesadas;
  • Execução de sistemas de limpeza e de lavagem de rodas;
  • Desarborização da área a intervir, com manutenção de uma faixa arbórea de protecção de 10 a 15 metros em todo o contorno;
  • Montagem de dispositivos de monitorização radiológica e de poeiras.

OBRAS DE ESTABILIZAÇÃO DE TALUDES, SELAGEM E DRENAGEM DO ATERRO DE REJEITADOS (2006-2008)

  • Remoção dos depósitos de resíduos radioativos existentes na Escombreira de Santa Bárbara (95.000 m3) e na Escombreira de Minério Pobre (45.000 m3) e seu confinamento no Aterro de Rejeitados da Barragem Velha;
  • Inundação da mina subterrânea para restabelecimento do nível hidrodinâmico natural de água de mina;
  • Limpeza de terrenos contaminados na Área Industrial e em Áreas do Domínio Público;
  • Limpeza e renaturalização da Ribeira da Pantanha;
  • Recuperação de Terrenos Agrícolas;
  • Preparação da área da Barragem Nova para acomodação de materiais resultantes de ações de limpeza;
  • Recuperação ambiental do Poço 4 e respectiva bacia de tratamento de efluentes.

OBRAS DE RECUPERAÇÃO AMBIENTAL DA ANTIGA ÁREA MINEIRA DE VALINHOS (2007-2008)

  • Remoção e transporte de escombros, aproximadamente 6.000 m3, para a Barragem Nova;
  • Limpeza e consolidação de fundos;
  • Manutenção e melhoria dos equipamentos associados ao Poço da Mina, elemento patrimonial a manter;
  • Recuperação das áreas sujeitas à limpeza dos escombros;
  • Remoção das espécies infestantes;
  • Desvio das águas pluviais com origem na envolvente directa da albufeira, de modo a que esta apenas seja alimentada pelas águas da bacia hidrográfica dominante;
  • Beneficiações paisagísticas;
  • Vedação do acesso automóvel à zona de lazer;
  • Criação de caminhos pedonais;
  • Criação de um passadiço para zona de estar sobre o plano de água;
    Execução de uma ponte ligando as margens da albufeira;
  • Adaptação das construções existentes, a apoio dos visitantes e à criação de um bar/esplanada, com bancos e mesas fixas;
  • Criação de plataforma de acesso de pequenas embarcações à água.

OBRAS NAS ENVOLVENTES ÀS ESCOMBREIRAS E ZONA INDUSTRIAL (2008)

  • Quantificação dos níveis de radioatividade em materiais metálicos, materiais de construção e outras estruturas da antiga área industrial da Urgeiriça;
  • Demolição de construções e estruturas existentes nas envolventes à OTQ (Oficina de Tratamento Químico) e ao Poço de Stª Bárbara;
  • Movimentação de terras contaminadas, sua selagem e proteção com materiais adequados;
  • Enquadramento paisagístico da área de intervenção.

REQUALIFICAÇÃO AMBIENTAL DE BASE DA ÁREA INDUSTRIAL DE SANTA BÁRBARA E DA QUINTA DA VITÓRIA E DE ARRUAMENTOS E TALUDES EM ÁREAS DO DOMÍNIO PÚBLICO (2011-2012)

  • Remoção de materiais de arruamentos;
  • Recuperação final de alguns locais para a integração das áreas na envolvente e proteção dos ecossistemas;
  • Deposição de cerca de 40.000 m3 de materiais provenientes da limpeza de depósitos na área da Urgeiriça e de cerca de 4.500 m3 de produtos resultantes das escavações a realizar no decurso da empreitada;
  • Preparação da área de recepção dos materiais através da criação de condições de drenagem dos terrenos de fundação;
  • Criação de uma bacia de tratamento das águas provenientes da ETAM existente;
  • Colocação de uma camada de argila compactada com 50 cm de espessura em toda área afeta à intervenção.

CONSTRUÇÃO DO SISTEMA DE TRATAMENTO PASSIVO DAS ÁGUAS DE MINA DO POÇO 4 (2012)

  • Receção e contenção da surgência de águas subterrâneas;
  • Criação de tanques de decantação (primário e secundário) e de leito de secagem;
  • Sistema de encaminhamento das lamas dos tanques de decantação para os leitos de secagem;
  • Implementação de macrófitas flutuantes e de lagoa de estabilização com descarga final;
  • Aplicação de vedações.

TRABALHOS NA RIBEIRA DA PANTANHA E SELAGEM FINAL DA BARRAGEM NOVA (INCLUI VALE CÔVO) (2012-2014)

  • Limpeza de depósitos dispersos na área da Barragem Nova e seu acondicionamento nas áreas de depósito;
  • Construção de uma bacia de decantação;
  • Criação de um novo leito renaturalizado para a Ribeira da Pantanha que integre a ribeira, biofísica e paisagisticamente, no espaço da Barragem Nova;
  • Manutenção de funcionamento de todo o sistema de coletores e órgãos de tratamento que se encontram ativos na Barragem Nova e que são afetados pelos trabalhos de implantação da ribeira;
  • Encerramento definitivo das áreas de depósito da Barragem Nova, selagem final e drenagem destas áreas e sua integração paisagística.

OBRAS DE CONSTRUÇÃO DOS SISTEMAS DE TRATAMENTO PASSIVO E ATIVO DAS EXSURGÊNCIAS E CAUDAIS AFLUENTES À ÁREA DA BARRAGEM NOVA (2015-2016)

  • Desmatação das áreas de intervenção e demolição da ETAM e edificações em ruínas;
  • Esvaziamento das bacias 1 e 2 para a linha de água até cerca de 1 m de profundidade e desidratação das lamas depositadas no fundo e seu encaminhamento para destino final adequado;
  • Limpeza das telas de impermeabilização e instalação das ilhas e plataformas flutuantes;
  • Execução do tanque de tratamento passivo e instalação dos meios de enchimento, equipamento e tubagens;
  • Execução da estação elevatória para as lagoas e respetiva conduta elevatória;
  • Execução da ETAM;
  • Execução da parede de contenção da exsurgência e respetivo coletor gravítico até ao poço de lixiviados;
  • Instalação de variadores de velocidade nos grupos eletrobomba existentes no poço de lixiviados e na estação de monitorização existente;
  • Execução de vala técnica e instalação de quatro condutas elevatórias do poço de lixiviados para a ETAM e tratamento passivo;
  • Execução de arruamentos e arranjos exteriores;
  • Execução de vedação e portão de acesso ao recinto da ETAM e tratamento passivo;
  • Execução de drenagem pluvial;
  • Execução de instalações elétricas.

A empreitada de “DESCONTAMINAÇÃO QUÍMICA E RADIOLÓGICA E REQUALIFICAÇÃO AMBIENTAL DA OTQ E EDIFÍCIOS DO PERÍMETRO MINEIRO”, a última da fase final de recuperação ambiental da Urgeiriça foi concluída em 2021 e consistiu nas seguintes atividades principais:

  • Descontaminação do solo e subsolo no interior e envolventes da OTQ e edifícios do antigo perímetro mineiro;
  • Limpeza e descontaminação das estruturas e equipamentos contaminados existentes no interior da OTQ e edifícios do antigo perímetro Mineiro;
  • Reforço e adequação das condições estruturais da OTQ e edifícios do antigo perímetro mineiro, em resultado das ações de descontaminação.

RESUMO DOS INVESTIMENTOS EFETUADOS

Obras de Estabilização de Taludes, Selagem e Drenagem do Aterro de Rejeitados (2005-2008)

7.885.000 € (Fundos Próprios)

Projetos e Obras nas Envolventes às Escombreiras e Zona Industrial da Urgeiriça (2006-2008)

2.270.000 € (QCAIII / POE)

Projetos e Obras nas Envolventes às Escombreiras e Zona Industrial da Urgeiriça – 2ª Fase (2008-2010)

730.000 € (QREN / POVT)

Trabalhos na Ribeira da Pantanha e Selagem Final da Barragem Nova (2010-2015)

8.100.000 € (QREN / POVT)

Recuperação Ambiental da Antiga Área Mineira da Urgeiriça – Fase Final (2014-2021)

13.327.387,39 € (PT2020/POSEUR)

Este projeto foi co-financiado pelo Fundo de Coesão.

Esta obra de recuperação ambiental decorreu em duas fases, tendo como atividades principais as seguintes:

  • Terraplenagens, reperfilamento/modelação de toda a área a intervencionar;
  • Construção de valas periféricas às escombreiras e de recolha de águas limpas da ribeira de Terramonte;
  • Construção de valetas de drenagem da corta do talude e de dissipação;
  • Tratamento superficial das escombreiras modeladas, com colocação de um complexo impermeabilizante, camada protetora do aterro, terreno vegetal e tratamento paisagístico;
  • Instalação de sistema de monitorização e controlo de efluentes com tratamento de dados em contínuo.

As duas empreitadas foram adjudicadas à Construtora Abrantina, S.A. por 1.201.579,30 € e tiveram a duração total de 92 dias.

O investimento realizado foi co-financiado pelo Programa Operacional da Região do Norte no âmbito do III Quadro Comunitário de Apoio, permitindo reduzir os níveis de contaminação nas ribeiras de Terramonte e Castanheira e rio Douro, aumentar o nível de segurança e estabilidade dos taludes, aumento da qualidade da água a médio-longo prazo e a melhoria das condições paisagísticas locais.

A obra de recuperação ambiental desta área mineira consistiu nas seguintes atividades principais:

  • Modelação in situ da escombreira;
  • Modelação e estabilização dos taludes da corta com construção de um patamar de segurança;
  • Criação de redes de drenagem;
  • Criação de zona húmida;
  • Recuperação paisagística e construção de vedação em todo o perímetro da área.

Esta empreitada foi adjudicada ao consórcio Tecnovia – Sociedade de Empreitadas, S.A. / LTO – Lavouras e Terraplenagens do Oeste, Lda. por 350.234,74 € e teve a duração de 120 dias.

Os investimentos realizados foram co-financiados pelo Programa Operacional do Ambiente (POA) no âmbito do III Quadro Comunitário de Apoio, permitindo resolver os passivos ambientais resultantes da exploração mineira neste local, trazendo benefícios para as populações locais, através da melhoria das condições atuais e utilização das áreas recuperadas para outros usos.

A recuperação ambiental desta área mineira foi realizada em duas empreitadas, ambas em 2007, as quais consistiram nas seguintes atividades principais:

  • Modelação das escombreiras de finos;
  • Selagem e Tamponamento de Poços;
  • Demolição da Lavaria e Outros Edificados;
  • Sementeira;
  • Recuperação do malacate;
  • Preservação do património;
  • Integração paisagística.

As duas empreitadas foram adjudicadas à MT3 – Engenharia e Obras, Lda. e a Jeremias de Macedo & Ca., Lda., pelo valor total de 338.181,12 € e duração total de 210 dias.

O investimento realizado foi co-financiado pelo Programa Operacional da Região do Norte no âmbito do III Quadro Comunitário de Apoio e permitiu tornar o espaço circunscrito por esta antiga área mineira num espaço que as pessoas podem usar em segurança, reduzindo o impacto ambiental e criando um agradável espaço para lazer, com tudo de melhor que a natureza pode oferecer.

A obra de remediação ambiental da área mineira de Murçós consistiu nas seguintes atividades principais:

  • Barragem de Rejeitados
    • Proteção à boca do poço de drenagem;
    • Limpeza/saneamento de lamas e escombros dispersos;
    • Modelação/confinamento das lamas.
  • Cortas 1, 2 e 3
    • Limpeza de escombros adjacentes para a corta;
    • Regularização dos taludes com degraus de segurança e inclinação adequada;
    • Manutenção dos respectivos lagos e recriação de condições de desenvolvimento de plantas macrófitas (Typha e Juncus).
  • Corta 4
    • Enchimento dos taludes com escombreiras;
    • Adoçamento dos taludes;
    • Vedação de proteção.
  • Património
    • Demolição de estruturas e edifícios em ruínas para a corta nº 4.
  • Revegetação

Esta empreitada foi adjudicada à MT3 – Engenharia e Obras, Lda. por 374.151,55 € e teve a duração de 180 dias.

O investimento realizado foi co-financiado pelo Programa Operacional da Região do Norte no âmbito do III Quadro Comunitário de Apoio e permitiu criar condição plena para que as pessoas possam usar em segurança o espaço circunscrito pela área mineira, reduzindo o impacte ambiental quase na totalidade e criando um agradável espaço para lazer, devidamente integrado no meio local.

Esta obra de recuperação ambiental consistiu na modelação, selagem e tamponamento de poços e galerias, construção de drenagens, tratamento da água de esgoto da mina e revegetação e traduziu-se por:

  • Modificação da modelação, com o objetivo de diminuir a área de selagem e confinamento da barragem de finos;
  • Selagem e tamponamento de poços e galerias;
  • Construção de drenagens superficiais e de fundo;
  • Construção de entaipamentos nos edifícios industriais;
  • Tratamento da água de esgoto da mina;
  • Revegetação.

Esta empreitada foi adjudicada ao consórcio Ricobra Construções, Lda / Sousa Resende & Robrigues II Construções e Obras Públicas, S.A. por 198.350,11 € e teve a duração de 180 dias.

O investimento realizado foi co-financiado pelo Programa Operacional da Região do Norte no âmbito do III Quadro Comunitário de Apoio e permitiu criar condições gerais de segurança, dada a proximidade desta área mineira de um núcleo habitacional, atenuar ou anular as agressões ambientais e ainda mitigar os impactes visuais e paisagísticos.

A obra de recuperação ambiental desta área mineira contemplou as vertentes da segurança e do ambiente.

Em termos da segurança, as intervenções consistiram no tamponamento de todas as infra-estruturas mineiras subterrâneas existentes, assegurando a proteção de galerias mineiras, bem como no saneamento, proteção e vedação de alguns desmontes abertos à superfície, reduzindo o risco de queda de pessoas e animais e o controlo da sua entradas nestas infra-estruturas.

Na vertente do ambiente, as intervenções propostas incidiram na limpeza da parte externa da antiga barragem de “finos” da lavaria, visando a contenção da dispersão que se registava, a sua integração paisagística e atuação de contenção de algumas escombreiras dispersas junto a antigos trabalhos mineiros e na área industrial.

Esta empreitada foi adjudicada à MT3 – Engenharia e Obras, Lda. por 500.594,50 € e teve a duração de 145 dias.

O investimento realizado foi co-financiado pelo Programa Operacional da Região do Norte no âmbito do III Quadro Comunitário de Apoio e permitiu minimizar os riscos de segurança relativos às galerias, desmontes e cortas a céu aberto que se apresentavam desprotegidos, a melhoria da segurança na barragem de finos e a atenuação dos impactes visuais e paisagísticos da área.

A obra de recuperação ambiental na antiga área mineira de Covas consistiu nas seguintes atividades principais:

  • Modelação e Impermeabilização de Escombreiras
    • Saneamento e recuperação da escombreira da Fundição E1. Limpeza para E2,3,4,5;
    • Modelação e impermeabilização/consolidação da escombreira E2,3,4,5 nas zonas ravinadas, com taludes adequados à estabilização de segurança e impacte visual pretendido;
    • Reforço com muros de proteção.
  • Drenagem/Tratamento de Águas Superficiais
    • Reabertura e reformulação das valas perimetrais de águas limpas e pluviais;
    • Construção de sistemas internos de drenagem de lixiviados;
    • Condução das drenagens de lixiviados para “Wetlands de Ribeira”, nos ribeiros Ponte Brasil e Poço do Negro, afluentes do rio Coura.
  • Património
    • Demolição de infra-estruturas de superfície, sem interesse patrimonial e em ruínas, para E2,3,4,5.
  • Segurança
    • Vedação de segurança (eventual);
    • Proteção/Selagem de galerias.
  • Renaturalização e recuperação paisagística
    • Revitalização térrea de cobertura das escombreiras;
    • Reflorestação/revegetação das áreas intervencionadas, visando a renaturalização e integração paisagística da área.

Esta empreitada foi adjudicada à MT3 – Engenharia e Obras, Lda. por 567.643,20 € e teve a duração de 270 dias.

O investimento realizado foi co-financiado pelo Programa Operacional da Região do Norte no âmbito do III Quadro Comunitário de Apoio e permitiu minimizar o impacte altamente negativo resultante da poluição do ar e das águas, associado à grande volumetria de escombros, com forte presença na zona, assim como criar condições e incentivar a atividade económica da terra, garantindo para o efeito um novo enquadramento ambiental, pelo desenvolvimento da vegetação, restabelecendo o habitat natural da fauna, e melhoria paisagística do local.

A antiga área mineira de Argozelo foi objeto de duas grandes intervenções de recuperação ambiental que consistiram nas seguintes atividades principais:

  • Concretização das ações definidas no âmbito do Protocolo de Cooperação Técnica entre o Ministério das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente, a Câmara Municipal de Vimioso e a ex-EXMIN, a ser financiado pelo POA e o Instituto do Ambiente. Estas ações traduziram-se, essencialmente, na elaboração dos projetos de engenharia e na concretização das obras propriamente ditas, integradas num plano geral de remediação;
  • Realização de um furo de sondagem para ligação do tanque de recolha de lixiviados à galeria de Leitarães;
  • Construção de uma bacia para precipitação, aproveitando todo o comprimento da galeria de Leitarães. A descarga é feita através de descarregador localizado à boca da galeria;
  • Construção de um leito de calcário, entre a boca da galeria e lagoa de macrófitas, para aumento do pH e precipitação dos metais;
  • Construção de uma lagoa de macrófitas, escavada na área da escombreira e impermeabilizada. A camada de suporte da lagoa é constituída por Typhas e Juncus;
  • Construção de cascata entre o descarregador da lagoa e a ribeira;
  • Instalação de uma unidade de tratamento de efluentes de fundo de mina (ETAM).

Estas duas empreitadas foram adjudicadas ao consórcio Jeremias de Macedo & Ca., Lda. / MT3 – Engenharia e Obras, Lda. (escombreiras e património) e à MT3 – Engenharia e Obras, Lda. (ETAM), pelo valor total de 1.723.333,52 € e duração total de 270 dias.

Os investimentos realizados foram co-financiados pelo Programa Operacional do Ambiente (POA) no âmbito do III Quadro Comunitário de Apoio, permitindo resolver os passivos ambientais resultantes da exploração mineira neste local, trazendo benefícios para as populações locais, através da melhoria das condições atuais e utilização das áreas recuperadas para outros usos.

Esta foi a 1ª Obra de Recuperação Ambiental em Portugal, tendo as intervenções incidido sobre a escombreira e o efluente de fundo de mina.

Na empreitada de recuperação ambiental da escombreira, as principais atividades foram:

  • Selagem do Poço Mestre;
  • Reperfilamento ou modelação da configuração das escombreiras;
  • Selagem ou impermeabilização dos depósitos reperfilados;
  • Reorientação da drenagem natural das zonas envolventes, pela implementação de sistema de drenagem superficial periférico;
  • Implantação de sistema de drenagem superficial e sub-superficial;
  • Implantação de sistema de drenagem subterrânea;
  • Realização de tratamento paisagístico do local;
  • Instalação de vedação e sinalização adequada;
  • Demolições e limpezas de antigas instalações em ruínas.

Em 2006, foi realizada uma segunda empreitada para instalação da unidade de tratamento de efluentes de mina.

A primeira empreitada foi adjudicada ao consórcio Jeremias de Macedo & Ca., Lda. / MT3 – Engenharia e Obras, Lda. por 5.361.538,02 € e teve a duração de 240 dias. A segunda foi adjudicada à MT3 – Engenharia e Obras, Lda. por 356.795,51 € e teve a duração de 90 dias.

O investimento realizado foi co-financiado pelo Programa Operacional do Ambiente no âmbito do III Quadro Comunitário de Apoio e permitiu criar condições gerais de segurança, dada a proximidade desta área mineira de um núcleo habitacional, atenuar ou anular as agressões ambientais e ainda mitigar os impactes visuais e paisagísticos.

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