localização
Grândola (Concelho)
investimento
4.840.521,75 €
2010 - 2015

Recuperação Ambiental da Área Mineira do Lousal

Concluídos

A mina do Lousal está localizada na freguesia Azinheira dos Barros e São Mamede do Sadão, concelho de Grândola, distrito de Setúbal e ocupa uma área de cerca de 30 ha.

O jazigo foi registado em 1882, e a concessão foi atribuída em 1885 ao engenheiro de minas Alfredo Mansson, que esteve lá até 1889. Em 1990, Waldemar D’Orey foi quem obteve o primeiro alvará de exploração, tramitando-se em 1910 o direito de exploração da mina à firma Mina dos Barros. Em 1915, Henrique Burnay e Ca, comprou a concessão, passando em 1934 para a Sociéte Anonyme Belge des Mines d’Aljustrel. Em 1936, a exploração da mina passou para a Sociedade Mindes et Industries S.A. e, em Maio de 1988, foram extraídas as últimas toneladas de pirite.

A exploração ocorreu em lavra a céu aberto e subterrânea. O minério apresentava na zona Sul e central do jazigo, teores médios de 45 a 50% de enxofre e 0,7% de cobre, proporções que variavam em direção a NW, onde o teor era cerca de 39% de enxofre mas com valores relativamente elevados de cobre, chumbo e zinco. Os teores de ouro rondavam 1g/ton e os de prata 2 g/ton.

A antiga área mineira do Lousal foi objeto de duas grandes intervenções de recuperação ambiental.

A primeira, em 2010/2011, consistiu na modelação e preparação do aterro de pirite, impermeabilização vertical da Zona da Barragem, drenagem de águas com a construção de valetas de recolha de águas pluviais e de recolha de águas lixiviantes, sistema de tratamento de águas ácidas, com a construção de pantanais, localizados a jusante das células de cementação; construção de vedações e percursos pedonais; colocação de terras vegetais; modelação da pilha de estéreis e selagem de galeria. Esta empreitada foi adjudicada ao consórcio Tecnovia – Sociedade de Empreitadas, S.A. / LTO – Lavouras e Terraplenagens do Oeste, Lda. por 1.801.253,20 € e teve duração de 365 dias.

A segunda, em 2014/2015, consistiu na selagem de poços e galerias; execução de canal de lixiviados e de arejamento; barragens de evapotranspiração; instalação de vedações e sinalização de segurança; construção de pantanais (wetlands) e canais de arejamento; instalação de vedações e sinalização das wetlands; construção de pantanais de ribeira; revegetação e, por fim, a implementação de um plano de vigilância, controlo e monitorização. Esta empreitada foi adjudicada à FR3E – Energia e Novas Oportunidades, Lda. por 1.803.959,81 € e teve a duração de 365 dias.

Os investimentos realizados foram co-financiados pelo Fundo de Coesão e permitiram resolver os passivos ambientais resultantes da exploração mineira neste local, trazendo benefícios para as populações locais, através da melhoria das condições atuais e utilização das áreas recuperadas para outros usos.

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